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¿QUÉ ES FEPAL?

FEPAL es la sigla de la Federación Psicoanalítica de América Latina. Es una organización, sin fines de lucro, que reúne a todas las instituciones psicoanalíticas latinoamericanas reconocidas por la Asociación Psicoanalítica Internacional –A.P.I.- dentro del marco de sus estatutos.
Continúa la tarea realizada hasta el año 1979 por C.O.P.A.L. (Consejo Coordinador de las Organizaciones Psicoanalíticas de América Latina).
1 - Estimular el crecimiento de las Organizaciones Miembros y el desarrollo del movimiento psicoanalítico de América Latina dentro de las normas y finalidades de la Asociación Psicoanalítica Internacional y sin interferencia en la autonomía de las Organizaciones Miembros de la Federación.
2 - Representar los intereses comunes de las Organizaciones Miembros de la Federación y sus asociados ante la Asociación Internacional.
3 - Generar un espacio de intercambio científico a través de publicaciones, congresos, reuniones entre miembros y otras actividades.
4 - Conformar Intercambios Didácticos entre las Organizaciones Miembros, difusión de planes de estudio y bases de formación de sus respectivos institutos de enseñanza.
5 - Estimular la difusión de psicoanálisis dentro de América latina.
6 - Desarrollar y brindar asesoría del movimiento psicoanalítico en lugares en los cuales no existe organización Miembro.
 
HISTORIA DE FEPAL

Sessenta Anos Da Psicanálise Na América Latina
Guillermo Sánchez-Medina
Ex-Coordenador Científico FEPAL

As origens da psicanálise na América Latina começam fundamentalmente com a chegada em 1983 à Argentina, de Angel Garma, nascido na Espanha e formado em Berlim. Depois somaram-se Celes E. Cárcamo, formado em Paris que chegou em Buenos Aires em 1939 e Maria Langer, formada em Viena e que chegou em Buenos Aires em 1942. O primeiro analisou Arnaldo Rascovsky e Pichón Rivière e o segundo analisou Guillermo Ferrari Hardoy, Luisa Gambier e Luis Rascovsky.

Em dezembro de 1942 funda-se a Associação Psicanalítica da Argentina, cujos membros foram os já mencionados: Angel Garma, Celes E. Cárcamo, Arnaldo Rascovsky, Enrique Pichón Rivière, María Langer e Guillermo Ferrari Hardoy, além de Simón Wencelblat, Flora Scolni, Matilde Rascovsky e Arminda Aberasturi, os quais foram analisados por Angel Garma e que posteriormente participaram no desenvolvimento da APA. Naqueles tempos existiram rivalidades ideológicas, políticas e diferenças na sua forma de trabalhar, segundo os modelos freudianos e kleinianos.

Somente podemos falar a partir de 1946 de um movimento Psicanalítico Latino-americano organizado, data na qual encontramos o Primeiro Encontro Psicanalítico desta região e quando os pioneiros do movimento latino-americano, convencidos das suas necessidades grupais, decidiram realizar um congresso latino-americano em 1952, em Buenos Aires. Estando os preparativos encaminados, apareceram circunstâncias que fizeram impossível a sua execução.

Em julho de 1954 houve uma reunião de analistas em São Paulo. Ali renovaram-se as gestões para a realização de um Congresso Latino-americano em Buenos Aires e acordou-se realizá-lo em 1956. A Associação Argentina encarregou-se da sua organização. Angel Garma, um fervoroso propulsor desta iniciativa, presidiu o comitê organizador e dedicou-se a essa tarefa com o entusiasmo e a capacidade que o caracterizavam.

A apurada organização deste Primeiro Congresso Psicanalítico da América Latina configurou, ao mesmo tempo, a organização básica do movimento psicanalítico da América Latina. Participaram analistas de Santiago de Chile, São Paulo, Buenos Aires, Río de Janeiro, Montevideu e La Habana, centros nos que nesses anos, existiam movimentos psicanalíticos ativos.

Determinou-se que a cada dois anos havería um congresso semelhante e que se encarregariam da sua organização em forma sucessiva, as diversas Sociedades latino-americanas. Os primeiros congressos foram organizados pelas sociedades com mais anos de desenvolvimento: Buenos Aires, São Paulo e Santiago de Chile.

O Segundo Congresso Psicanalítico Latino-Americano, patrocinado pela Sociedade Brasileira de Psicanálise, foi em São Paulo em 1958. O Comitê organizador esteve presidido por Durval Marcondes, pioneiro da psicanálise em São Paulo e batalhador incansável pela sua difusão e desenvolvimento. O terceiro Congresso desenvolveu-se em Santiago de Chile, em 1960, sob a responsabilidade da Associação Psicanalítica Chilena. O presidente do comitê organizador foi Ignacio Matte-Blanco, outro dos pioneiros do movimento latino-americano.

Na reunião administrativa deste Congresso tomou-se uma decisão importantíssima: a criação do "Conselho Coordenador das Organizações Psicanalíticas da América Latina" (COPAL). Seu gestor foi Arnaldo Rascovsky, mestre e um dos mais valiosos paradigmas; foi o verdadeiro motor da agremiação de psicanalistas na América Latina.

O "COPAL" ficou integrado, provisoriamente, por representantes de cada sociedade ou grupos presentes nessa ocasião. Estes foram: por Bogotá, Carlos Plata Mujica; pelo México, Avelino González,; por Montevidéu, Willy Baranger; por Porto Alegre, Cyro Martins; pelo Rio de Janeiro (Sociedade Brasileira do Rio de Janeiro) Fábio Leite Lobo; por São Paulo, Darcy de Mendoça Uchoa; por Santiago, Carlos Whiting D’Andurrain; por Buenos Aires, Arnaldo Rascovsky.

Como idéias para estudar e organizar, foram propostas as seguintes:
Representação e consulta para a defesa e mantimento dos interesses comuns da Associação Psicanalítica Internacional;
Possibilidade da publicação de uma revista ou organismo de expressão comum publicado em espanhol e português.
Organização de um plano de estudos psicanalíticos comum para todos os institutos latino-americanos;
Colaboração coletiva para a eficácia dessa formação;
Intercâmbio científico e didático entre as organizações constitutivas;
Estímulo do crescimento das organizações psicanalíticas e de formação de novos grupos.
Regulamentação estatutária e funcional do COPAL.
Todos estes princípios continuam em operação desde esse momento.

O COPAL realmente nasceu graças a uma política de agremiação dos psicanalistas argentinos. Seu gestor e "alma-pater" foi o doutor Arnaldo Rascovsky, o qual quis que a Psicanálise trascendesse em toda a América Latina.em Buenos Aires. Por sua vez, médicos colombianos foram à Argetina e foram ajudados a conseguir trabalho para realizar seu treinamento analítico. Dentro dessa política organizaram-se bolsas de estudo através da "Fundación Muñoz" (sem interesse de lucro); assim foi como médicos mexicanos e brasileiros puderam receber treinamento

O COPAL funcionou como um grupo de pressão perante a Associação Psicanalítica Internacional (IPA) e conseguiu representação no seu comitê diretivo. Foi León Grinberg o primeiro que nos representou nesse comitê, depois dele o Doutor Avelino Gonzáles do México e posteriormente Luiz Dahlheim do Brasil. Depois Carlos Plata da Colômbia, David Liberman da Argentina e Paulo Grimaldi do Brasil. Posteriormente estabilizou-se essa tendência de permitir a participação latina. Tempo depois, o Doutor Angel Garma foi nomeado Vice-presidente honorário da IPA.

Na direção da IPA observou-se que havia rivalidades numéricas para a eleição da presidência do COPAL. Nesse momento começou-se a dividir a política tornando-se importante o poder no COPAL para chegar à direção da IPA. As diferenças entre os analistas da Argentina e do Brasil eram evidentes e no marco das suas Sociedades surgiam problemas. Na Argentina o conflito acabou com uma divisão, conformando-se a Associação Psicanalítica de Buenos Aires, ApdeBA. Os analistas Brasileiros, com a sua Federação de Psicanálise, permaneceram unidos, ainda quando uma das suas sociedades, a de Porto Alegre, retirou-se do COPAL.

A presença política ativa da América Latina na Psicanálise mundial, fez com que se outorgassem inicialmente duas Vice-presidências para a América Latina. Na atualidade e graças à ativa participação da nossa agremiação, liderada pelo COPAL e depois pela FEPAL, tem sido possível que tenhamos três Vice-presidências no Council da IPA.

Graças ao intercâmbio dos analistas didatas que viajavam às diferentes áreas ministrando conhecimentos psicanalíticos, o COPAL foi de muita utilidade para o desenvolvimento científico da psicanálise, particularmente nas áreas nas que ainda estava em via de desenvolvimento.

O manejo do poder político gerou rijas dentro da Organização e no Congresso Internacional de Psicanálise de Nova Iorque de 1979, houve uma reunião da direção e encarregados do COPAL de onde surgiu a renúncia de vários dignitários, não sem problemas, atitudes e manifestações muito subjetivas em alguns dos seus participantes.

Como resultado final da crise institucional do COPAL, colocou-se uma nova organização com a participação das associações, grupos e pré-grupos. Foi convocada uma assembléia dos encarregados no Rio de Janeiro para o dia 6 de junho de 1980.

Nesta assembléia foram propostos e aprovados os regulamentos de uma nova organização denominada Federação Psicanalítica da América Latina (FEPAL). Esta nova Federação se encarregaria do desenvolvimento Científico da Psicanálise Latino-americana, da realização dos seus Congressos e dos intercâmbios entre as diferentes áreas regionais. Destacou-se neste momento uma participação democrática e gerou-se uma ordem para assumir a Direção da Federação, o qual tem sido respeitado até a atualidade.

Assim nasceu a FEPAL, entidade que tem realizado até a atualidade oito Congressos e é a organização vigente que integra toda a Psicanálise Latino-americana.

Em 1980 começa a nova Administração que culmina com o XV Congresso Latino-americano de Psicanálise realizado em Buenos Aires sob a presidência do Dr. Nestor Goldstein.

Em outro lugar deste HOMEPAGE detalhamos os períodos dos Congressos Latino-americanos e seus dignatários. Desde a presidência do Dr. Saúl Peña, a FEPAL tem tentado implementar uma mudança nas suas políticas: uma maior difusão científica com mais participação da comunidade interesada na Psicanálise, novas publicações, criação de novos espaços de trabalho Psicanalítico como o Congresso de Psicanálise de Crianças e Adolescentes.

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I Encontro de Psicanálise Pensando com Bion: a clínica e a teoria
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XIX Encuentro latinoamericano sobre el pensamiento de Winnicott